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sábado, 21 de abril de 2012

Mega Drive - Parte 2(Consoles)

 Olá a todos, estou voltando com a segunda parte da historia do Mega Drive, nessa parte começa a ficar interessante, os jogos que mais renderam começam a aparecer e a SEGA toma partido total contra a Nintendo, o titã agora ganha valor no mercado... Vamos começar.

Em épocas que a Nintendo estava perdendo o mercado, a SEGA estava com tudo e mais um pouco com seu Mega Drive, apesar do console apenas ter "jogos reposta", ele rendia bem.

O Mega Drive já tinha um grande acervo de jogos, principalmente pela parte dos ports de Arcade quase impecáveis, Altered Beast e Golden Axe eram os preferidos, mas a empresa ainda procurava algo a mais. A Nintendo tinha Mario como seu mascote e carro chefe, o jogo era tão famoso que tinha até filme, a SEGA tinha até então Alex Kid, um jogo também de plataforma, mas um pouco mais complicado de se entender, ela então decide mudar e criar algo diferente, algo bastante rápido e azul, Sonic the Hedgehog aparecia.
O jogo foi um sucesso imediato, virou febre e fez a Nintendo tremer as pernas para o lançamento do SNES que só iria acontecer no mês seguinte, a disputa então estava mais acirrada que nunca.
Com o lançamento do SNES, o confronto das duas gigantes ficavam de igual pra igual finalmente, quase todo jogo das thirdy parties eram lançados para os dois consoles, contendo pequenas diferenças de um para o outro quase imperceptíveis, a SEGA como sempre foi ambiciosa, apostava nos jogos estilo Arcade e estava com planos para o próximo jogo do azulzinho, enquanto a Nintendo apostava em jogos mais de aventuras e RPG, mantendo uma linha parecida com a do NES.

Tudo estava de igual pra igual até o lançamento de Street Fighter II para o SNES, um port praticamente igual ao Arcade, o SNES tinha 6 botões como as maquinas, fora o sistema de som que também era melhor que o console da SEGA, porém ela não iria deixar por menos, a SEGA dava seu primeiro passo na linha de upgrades, ela criava o controle de 6 botões.
Uma versão não muito diferente do controle atual era lançado para obter padrões de jogos diferentes, com mais foco nos de luta, bastante aceita no mercado, não demorou muito para se manter como controle oficial do Mega Drive, o console então receberia jogos com mais uso de botões, incluindo uma versão de Street Fighter II. Não tão fiel ao Arcade quanto a versão do SNES, a versão do Mega Drive também se tornou bastante popular, recebendo criticas sobre uma jogabilidade com uma visão "diferente" por ter seis botões um próximo ao outro ou mesmo pelo fato do delay do SNES ser maior, o port chegou atrasado e com um nome diferente...
                    

No Japão, o console recebia mais ports de Arcades não tão reconhecidos, porém em época em que Animes dominavam o canal da nossa infância, a Manchete, Yu Yu Hakusho: Sunset Fighters ganhava bastante atenção lá e era bastante aguardado aqui, apesar que só foi lançado no nosso país anos depois, nos Estados Unidos ele não obteve muitas vendas, aqui foi justamente o contrário, recebendo até mesmo um port traduzido para o português.

Voltando em 1992 o Mega Drive ganhava Sonic the Hedgehog 2, se tornando mais popular que nunca, o ouriço abria as portas e mostrava o Blast Processing atuando, pouco tempo depois ainda neste ano, o Mega Drive receberia um dos jogos mais polêmicos do mundo, Mortal Kombat.

                        

Vários ports do jogo foram lançados para consoles, mas apenas um obteve a fidelidade ideal que todos queriam... A versão do Mega Drive não tinha a censura dos outros consoles, ou seja, era sangue e mais sangue sendo jorrado na tela, sendo o primeiro jogo do mundo a receber restrição de ser permitido apenas para maiores de 17 anos (18 no Brasil).

Com o tempo passando, a SEGA então começou a pensar sobre o futuro do console pra dar mais um upgrade, com o marketing a tona, o Mega Drive recebia bastante atenção, fora que o preço tinha sido reduzido e jogos como Sonic 3 estavam pra sair, não demorou muito para a chegada dos acessórios, SEGA CD e 32X..
O SEGA-CD já tinha sido lançado no mercado Japonês ainda em 1991, mas só deu as caras no mercado ocidental em 1993, devido aos seus poucos jogos não se tornou popular, na verdade, chegou a ser prejuízo por ser um item caro e extravagante.
                            
O acessório permitia rodar CDs de musicas comuns além de jogos específicos, pra ele ser instalado era necessário coloca-lo por de baixo do console, o ponto mais negativo é que precisava de energia a mais, vindo com uma fonte externa, era cabos e mais cabos para serem conectados.
Recebendo alguns títulos marcantes pelo fato de trazer cenas de filme, ele não chegou a ser um total estrago, Sonic CD foi lançado e obteve muito sucesso, o jogo apresentava coisas inovadoras e mostrava muito da potência do Mega Drive com o novo upgrade.
                                         

Mas ainda sim não foi o suficiente para boas vendas e também não fez a SEGA desistir do mercado de acessórios para seu console, pouco tempo depois ela lançaria mais um "upgrade" que não levaria a muita coisa mais uma vez, o 32X estava pra nascer.
                                 
Sendo ainda um pouco mais pratico que o ultimo acessório, o 32X precisava de cabos e uma fonte a mais, mas sendo posto no lugar do cartucho ao invés de todo um encaixe perfeito na parte de baixo, ele era menos rude.

Com poucos títulos, o 32X fez o mesmo sucesso do SEGA-CD, ou seja, quase nenhum. Knuckles Chaotix como um dos jogos principais era uma das atrações do acessório, ele também recebeu um port consideravelmente fiel de Doom e de Primal Rage entre outros títulos interessantes, mas ainda assim conseguiu um publico obscuro, porém recordável.

Com os jogos do Mega Drive em si ainda fazendo mais sucesso que o SEGA-CD e o 32X juntos, o suporte para os acessórios teve um fim rápido, mas isso eu só vou entrar a fundo na terceira parte, nela começo a falar sobre a queda do Mega Drive e fatalmente, da SEGA.

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