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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Mega Drive - Parte 1 (Consoles)



Assim como qualquer Brasileiro que teve uma boa infância nos anos 90, eu tive a oportunidade de ter um dos melhores consoles já criados, o Mega Drive, adorado por muitos e odiado por alguns, ele tomou espaço numa geração muito boa, uma geração em que Super Mario Bros era rei e que com poucos botões dava pra salvar mundos.

Engraçado é que falar sobre o Mega Drive é falar sobre o começo da SEGA, que apesar de ter uma enorme base no Japão, ela foi criada nos Estados Unidos, mas vamos ao que interessa.

A SEGA já havia lançado o Master System no meio da década de 80, um sistema de 8 bits que superava em certas coisas e ficava atrás em outras comparado com o NES da Nintendo, no Brasil o Master System foi e ainda é muito popular por ter um suporte ótimo de garantia, fora que sempre havia promoções e comerciais, coisa que a Nintendo ainda não tinha no Brasil. O Mega Drive então daria as caras no final da década de 80 no Japão, Estados Unidos e Europa, no Brasil apenas em 1990.

Muito era especulado sobre o Mega Drive, chamado de Genesis nos Estados Unidos, ele ganhou comerciais de marketing bastante polêmicos, contendo cenas com os dizeres: "Genesis does and NintenDON'T", com uma tradução livre: o Mega Drive faz e o Nintendo NÃO.
 

O comercial era referência sobre a potência do Mega Drive comparado ao NES, o que realmente era obviamente verdade, o Mega Drive possui um processador MUITO mais rápido que o NES (na verdade, até mais rápido que o do SNES), chegando perto dos padrões de processadores que existiam em maquinas Arcade da época, fora todo o resto do sistema que era superior, seus 16 bits e vários jogos continham diferenças absurdas, uma das mais notáveis nessa época era Strider, a versão do Mega Drive era praticamente a mesma do Arcade, já a do NES chegava a fazer vergonha...
Versão do Mega Drive:
Versão do Arcade:
Versão do NES:

Apesar de grandes diferenças, o console também nasceu precoce, porém isso não impediu da SEGA fazer certos updates, uns que deram certo, outros nem tanto...
Na segunda parte eu falo sobre os updates que o Mega Drive recebeu, além de jogos que marcaram historia nesse console tão famoso, fiquem ligados.

sábado, 21 de abril de 2012

Mega Drive - Parte 2(Consoles)

 Olá a todos, estou voltando com a segunda parte da historia do Mega Drive, nessa parte começa a ficar interessante, os jogos que mais renderam começam a aparecer e a SEGA toma partido total contra a Nintendo, o titã agora ganha valor no mercado... Vamos começar.

Em épocas que a Nintendo estava perdendo o mercado, a SEGA estava com tudo e mais um pouco com seu Mega Drive, apesar do console apenas ter "jogos reposta", ele rendia bem.

O Mega Drive já tinha um grande acervo de jogos, principalmente pela parte dos ports de Arcade quase impecáveis, Altered Beast e Golden Axe eram os preferidos, mas a empresa ainda procurava algo a mais. A Nintendo tinha Mario como seu mascote e carro chefe, o jogo era tão famoso que tinha até filme, a SEGA tinha até então Alex Kid, um jogo também de plataforma, mas um pouco mais complicado de se entender, ela então decide mudar e criar algo diferente, algo bastante rápido e azul, Sonic the Hedgehog aparecia.
O jogo foi um sucesso imediato, virou febre e fez a Nintendo tremer as pernas para o lançamento do SNES que só iria acontecer no mês seguinte, a disputa então estava mais acirrada que nunca.
Com o lançamento do SNES, o confronto das duas gigantes ficavam de igual pra igual finalmente, quase todo jogo das thirdy parties eram lançados para os dois consoles, contendo pequenas diferenças de um para o outro quase imperceptíveis, a SEGA como sempre foi ambiciosa, apostava nos jogos estilo Arcade e estava com planos para o próximo jogo do azulzinho, enquanto a Nintendo apostava em jogos mais de aventuras e RPG, mantendo uma linha parecida com a do NES.

Tudo estava de igual pra igual até o lançamento de Street Fighter II para o SNES, um port praticamente igual ao Arcade, o SNES tinha 6 botões como as maquinas, fora o sistema de som que também era melhor que o console da SEGA, porém ela não iria deixar por menos, a SEGA dava seu primeiro passo na linha de upgrades, ela criava o controle de 6 botões.
Uma versão não muito diferente do controle atual era lançado para obter padrões de jogos diferentes, com mais foco nos de luta, bastante aceita no mercado, não demorou muito para se manter como controle oficial do Mega Drive, o console então receberia jogos com mais uso de botões, incluindo uma versão de Street Fighter II. Não tão fiel ao Arcade quanto a versão do SNES, a versão do Mega Drive também se tornou bastante popular, recebendo criticas sobre uma jogabilidade com uma visão "diferente" por ter seis botões um próximo ao outro ou mesmo pelo fato do delay do SNES ser maior, o port chegou atrasado e com um nome diferente...
                    

No Japão, o console recebia mais ports de Arcades não tão reconhecidos, porém em época em que Animes dominavam o canal da nossa infância, a Manchete, Yu Yu Hakusho: Sunset Fighters ganhava bastante atenção lá e era bastante aguardado aqui, apesar que só foi lançado no nosso país anos depois, nos Estados Unidos ele não obteve muitas vendas, aqui foi justamente o contrário, recebendo até mesmo um port traduzido para o português.

Voltando em 1992 o Mega Drive ganhava Sonic the Hedgehog 2, se tornando mais popular que nunca, o ouriço abria as portas e mostrava o Blast Processing atuando, pouco tempo depois ainda neste ano, o Mega Drive receberia um dos jogos mais polêmicos do mundo, Mortal Kombat.

                        

Vários ports do jogo foram lançados para consoles, mas apenas um obteve a fidelidade ideal que todos queriam... A versão do Mega Drive não tinha a censura dos outros consoles, ou seja, era sangue e mais sangue sendo jorrado na tela, sendo o primeiro jogo do mundo a receber restrição de ser permitido apenas para maiores de 17 anos (18 no Brasil).

Com o tempo passando, a SEGA então começou a pensar sobre o futuro do console pra dar mais um upgrade, com o marketing a tona, o Mega Drive recebia bastante atenção, fora que o preço tinha sido reduzido e jogos como Sonic 3 estavam pra sair, não demorou muito para a chegada dos acessórios, SEGA CD e 32X..
O SEGA-CD já tinha sido lançado no mercado Japonês ainda em 1991, mas só deu as caras no mercado ocidental em 1993, devido aos seus poucos jogos não se tornou popular, na verdade, chegou a ser prejuízo por ser um item caro e extravagante.
                            
O acessório permitia rodar CDs de musicas comuns além de jogos específicos, pra ele ser instalado era necessário coloca-lo por de baixo do console, o ponto mais negativo é que precisava de energia a mais, vindo com uma fonte externa, era cabos e mais cabos para serem conectados.
Recebendo alguns títulos marcantes pelo fato de trazer cenas de filme, ele não chegou a ser um total estrago, Sonic CD foi lançado e obteve muito sucesso, o jogo apresentava coisas inovadoras e mostrava muito da potência do Mega Drive com o novo upgrade.
                                         

Mas ainda sim não foi o suficiente para boas vendas e também não fez a SEGA desistir do mercado de acessórios para seu console, pouco tempo depois ela lançaria mais um "upgrade" que não levaria a muita coisa mais uma vez, o 32X estava pra nascer.
                                 
Sendo ainda um pouco mais pratico que o ultimo acessório, o 32X precisava de cabos e uma fonte a mais, mas sendo posto no lugar do cartucho ao invés de todo um encaixe perfeito na parte de baixo, ele era menos rude.

Com poucos títulos, o 32X fez o mesmo sucesso do SEGA-CD, ou seja, quase nenhum. Knuckles Chaotix como um dos jogos principais era uma das atrações do acessório, ele também recebeu um port consideravelmente fiel de Doom e de Primal Rage entre outros títulos interessantes, mas ainda assim conseguiu um publico obscuro, porém recordável.

Com os jogos do Mega Drive em si ainda fazendo mais sucesso que o SEGA-CD e o 32X juntos, o suporte para os acessórios teve um fim rápido, mas isso eu só vou entrar a fundo na terceira parte, nela começo a falar sobre a queda do Mega Drive e fatalmente, da SEGA.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Mega Drive - Parte 3 (Consoles)

Com o passar da época de ouro, os consoles foram tomando um rumo não muito bom, porém parcialmente esperado, vamos dar inicio a terceira e ultima parte da História do Mega Drive.

Em 1994 o Mega Drive já estava praticamente com seus dias contados, apesar de ter jogos excelentes como Sonic & Knuckles e Castlevania Bloodlines, todos já sabiam que precisavam dar um passo a mais, um passo para a nova geração, o PlayStation e o SEGA Saturn estavam por vir.
Apesar da capacidade do SEGA-CD e o 32X juntos serem praticamente iguais (tecnicamente falando) ao Saturn, todos sabiam que os jogos, que na verdade é o que importa, geravam mais gastos que tudo, assim causando prejuízo para a companhia.

O mercado do Mega Drive já estava abalado pra muita gente, porém não para algumas desenvolvedoras de games ou mesmo de Hardware. Como o hardware do Mega Drive tinha liberação pra ser feito por outras empresas, a Majesco (sim, a criadora de Bloodrayne) começou a pensar em falar com a SEGA, mas só obteve resultados em 1998 com a fabricação do Genesis 3. No Brasil a carcaça ainda foi re-adaptada pela TecToy, chegando como Mega Drive 3 e aproveitando o padrão de joypad escolhido pela Majesco, com alavanca de turbo e slow.
Com o Saturn em "alta" e o PSX além da altura também não demorou muito pra Nintendo mostrar o Nintendo 64 (que na época se chamava Ultra 64), porém vários jogos ainda foram produzidos (principalmente no Brasil) até 1998 nos Estados Unidos e 2004 no Brasil.

Em 2004 a TecToy liberou uma lista com os 10 jogos mais vendidos

1-Mortal Kombat3
2-Sonic the Hedgehog 2
3-Mortal Kombat II
    4-Super Monaco GP
    5-Castle of Illusion
    6-Ultimate Mortal Kombat 3
    7-Ayrton Senna's Super Monaco GP II
    8-FIFA Soccer '97 Gold
    9-Moonwalker
   10-Sonic Spinball
 
Video da história do Mega Drive
 
 
Partes do texto retiradas da Wikipedia, Google e UOL.